Por some text Karina Godoy

Cozinhaterapia

Karina Godoy - 15 de fevereiro de 2024

De repente me vejo na cozinha pra poder colocar a cabeça no lugar

Quem ai também se joga no fogão pra pensar? Parece loucura, mas muitas vezes estou cansada, mas a cabeça precisa voltar pro eixo e vou pra cozinhar fazer alguma receita – da minha cabeça ou não.

Eu sempre amei cozinhar, desde criança e tive sorte que minha mãe deixava eu estar na cozinha e ficava monitorando. Desde os 11 anos, quando me dava vontade de comer um bolo, por exemplo, eu não tinha o ímpeto de ir pedir para a minha mãe fazer, eu mesma queria lá e colocar a mão na massa. Sempre amei essa alquimia e mágica que é produzir um alimento.

E hoje não é diferente. Cozinhar é mesmo uma terapia, me faz bem e muitas vezes vou me alimentando durante o processo, só por manipular os alimentos e fazendo a receita tomar forma. 

Sempre digo que quanto mais a gente cozinha, mais confiante a gente fica e começa e arriscar mais, elaborar receitas, porque automaticamente, você já sabe o que poderia combinar com o que e a importância de cada ingrediente na receita.

Isso é tão incrível. E a quantidade de receitas que a gente vai armazenando na memória? Eu tenho muitas e mesmo quando fico um tempão sem fazer determinada receita, eu me lembro das quantidades e “modo de fazer”.

Tem terapia melhor do que essa?

E quando me perguntam a quantidade dos ingredientes? Cozinheiro que é cozinheiro vai colocando tudo meio no “olhômetro” e muitas vezes eu não sei explicar a quantidade específica, apenas algo aproximado. 

Durante a pandemia, muita vezes se jogou na cozinha, uns aprenderam a gostar e outros nunca se renderão aos encantos.

Mas de uma coisa eu tenho certeza: se não curte cozinhar, gosta de comer.

É assim que a gente se conecta, porque para um cozinheiro não tem nada mais gostoso do que assistir alguém comendo o alimento que ele produziu e repetindo: está muito bom, maravilhoso.

E eu pergunto de novo: tem melhor terapia do que essa?
Eu desconheço.

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Karina Godoy

Jornalista e comunicadora com mais de 21 anos de experiência. Mãe da Maitê e autora do livro e Talk Calma, você não é a mulher maravilha.